quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Você 2

Chegou manso e trouxe contigo um universo surpreendente. Com um jeito acolhedor e encantador por trás de toda uma casca de mau. São os olhos de bondade que faz toda a diferença e a generosidade de estender a mão quando se precisa. É por vezes atrapalhado, mas eu sei que não é por mal. Presto muita atenção nas coisas que você diz mesmo aquelas vezes em que você não diz absolutamente nada. Essa horas acho que são as mais importantes, daí são seus gestos que dizem. Seus olhos, sua boca, o riso escondido nela, são as rugas na testa, ou o arquear dos ombros, todos eles dizem muito. Gosto do que sinto por você, acho bonito. Obrigada pelos quilos de paciência sempre e por todo aprendizado que você me proporciona.
Continua...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Xiiiiiiiiiiiiu

Você é o poema que eu estou lendo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Você


    • Não são os sons dos acordes que me encantam
      Nem o dedilhar no violão.
      Não é minha paixão pela música que se aproxima da tua.
      Nem os solos de guitarra.
      São os olhos meigos e cativantes.
      A ternura que eles trazem.
      É o som da risada.
      É o sotaque engraçado e o jeito peculiar.
      São as histórias hilárias que me fazem gargalhar.
      São as histórias de coragem que me fazem admirar.
      Não é o cheiro do perfume, que esse você nem usa.
      É o teu que eu gosto tanto.
      É te abraçar e te ver feliz, que me enche de alegria.
      Nem são as mãos da minha cisma.
      Mas o trabalho que ela executa.
      É teu modo de perceber quando eu preciso.
      É a paciência diária.
      Teu jeito especial de me acalmar e me por no colo.
      É tua amizade mais que especial que despertou minha confiança.
      Continua...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Gosto de você exatamente do jeito que você é. =) 
Sem mais...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Casca 2


Embora muitas vezes não pareça me importo sim com que os outros sentem...
Tenho medos e inseguranças como qualquer outra pessoa.
Sinto frio, fome e desproteção.
Temo raios, trovões e a solidão.
Me apaixono, me envolvo, me esqueço, quase tudo ao mesmo tempo.
Tenho vontade de sair pelo mundo e de nunca mais sair de casa.
Faço projeções absurdas de conversas inexistentes, faço projeções absurdas de planos nada concretos.
Sou distraída, comilona e por vezes raivosa..
Exercito a tolerância todos os dias, mas confesso que fraquejo.
Sim tolerância é um exercício diário.
Não sou exemplo de ternura, mas tenho meus momentos doces.
Sou exigente de mais comigo e consequentemente (não gosto da falta do trema) espero muito das outras pessoas.
Posso não dizer, no entanto penso e me frustro.
É frustrante esperar, a expectativa quase sempre é uma ilusão.
Penso de mais, sobre todas as coisas.
Minha cabeça liga e desliga apenas quando quer.
É uma indolente.
Posso ser frágil, mas jamais serei fraca.
Tenho sonhos embora muitas vezes eu não os reconheça.
E ultimamente eles tem me perseguido ferozmente.
Continua...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Gotas

É genuíno, mas ao mesmo tempo quando paro para pensar escorrem milhões de palavras. Algo que não adianta refletir nem ponderar, nada consegue tornar razoável. De fato ele não é algo razoável. Ele se planta na mente e enraíza no coração. É uma explosão de sentimentos confusos, nunca antes vividos, nunca antes sentidos. Algo que não se sabe onde começa, nem tampouco onde termina. Surge como se nada fosse, de mansinho, vagarosamente como brisa leve numa tarde de verão que paira no rosto. As palavras dimanam da mente como se fugissem de uma sentença permanente e inevitável.
Ah o AMOR... Palavrinha temida e evitada por muitos que tem medo de se entregar ao coração enamorado. AMOR sujeito desordeiro que invade e se desenha de diversas maneiras, tal qual um script de um filme. O AMOR sujeito intrépido, que pode se mostrar encantado e belo, no entanto se não correspondido se transforma em dor. Apresenta-se sob signos distintos e características singulares, podendo ser doce e amargo, ser quente e gelado (tão gelado que queima a alma. Sim, ele queima.), seco e úmido. Ele pode ser desesperador, desapontador, pois quem ama só quer ser amado e quando isso não ocorre tudo perde a graça, o viço, tudo fica nublado.
No meu caso, por inúmeras vezes ardeu em silêncio quase como se por mim sepultado. Hoje sinto dor, em lugares que se quer sabia que existiam, dores profundas – amargas... Mas, quando o conheci, ELE foi doce e perfumado também, foi brilho, carinho, ternura. É só fechar os olhos para lembrar o coração que pula, as mãos que gelam, a boca que seca, o corpo que treme. E o meu coração... O meu coração ainda pula só de ler o nome dele (só de ouvi-lo pronunciado). O corpo todo arrepia e meus pensamentos deslizam nas lembranças bailando como se estivessem em festa. Meus lábios sorriem imaginando os dele e o seu perfume surge inebriante quase como ópio me inundando de desejo.
Gostaria de conseguir lhe dizer que sinto sua falta e que ele é importante pra mim, que ao seu lado meu mundo se enche de felicidade e minha alma é tomada de uma paz jamais alcançada. Gostaria de ter coragem para lhe dizer, lhe confessar o quanto preciso de dele e como tudo ficou mais bonito depois que os meus olhos cruzaram com os dele pela primeira vez. Gostaria de lhe dizer o quanto sou melhor depois que o conheci e que por ele tenho vontade de ser mais e mais. Gostaria de lhe dizer que há tempos não sabia o que era ser feliz e que mesmo não sendo muito se fez eterno aqui dentro, que jamais esquecerei.
Que mesmo agora distante esse algo que se confunde com minhas certezas incertas é de longe o mais incrível, inevitável, inigualável, irretocável, sentimento sem nome que por ora batizei de AMOR. Pois nem que eu fizesse uso de todas as palavras que possa alcançar jamais saberei nomear. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pensando bem...

Desde menina tenho um sonho secreto. Tão oculto que por inúmeras vezes tive medo de sequer pensar alto. Sempre pensei que se alguém sequer desconfiasse estaria perdida. Com o passar dos anos tentei em vão sacrificá-lo, mas em todas minhas tentativas "kamikazes" percebi que a cada dia eu o fortalecia. Ledo engano achar que eu poderia apagá-lo, no máximo consegui adormecê-lo. Mas se o sonho em tese seria algo bom, por que tentar esquecê-lo? Medo? Hoje me pego em lembrança, essas que por sua vez faz de mim carne viva. Com promessas que não sei se posso cumpri-las. Promessas do tipo: Se dessa vez for amor, eu juro, não vou deixar o melhor pro fim.
Isso não faz o menor sentido. Mas um dia se eu tiver coragem transformo finalmente meu porto em algo seguro. Encaro o que viver e trato de ser feliz. Mesmo que seja temporário, mesmo que não seja ideal, mesmo que fuja do sonho, mesmo que o medo se faça concreto novamente. Coragem para enfrentar os males, os fantasmas e me libertar finalmente das amarras da mente. Ter coragem para dizer o que penso sem poupar os detalhes, sem me preocupar em poupar partes... Por ora vou tentar serenar novamente. Tentarei não sonhar tanto, evitarei pesadelos e passarei a ser chuva e não tempestade. Pelo menos tentarei...